Cantou pra ninar o amor,
madrugou pra aninhar a dor.
Foi tempo!
Somando o amor e a dor, deu beijo!
Na praça se ajeitou, eu vejo.
Em suspensão sinto:
era morte e nascimento,
num único momento.
Tudo o que precisava ver,
estava alí dentro!
Desprezou os óculos e voltou ao apartamento.
"Bis" ecoava em seu pensamento.
Era o início da viagem,
do ardor, do encantamento,
dedicação e emaranhamento.
Míope tolice, o fim é sempre óbvio,
pernas em cruzamento,
o ouro do cacau, livros, confusão...
Lindo som de um fim que,
não rimou.
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