domingo, 26 de julho de 2015

REPARANDO BEM

Sobre tatuagens e autorretratos, penso...
Não sei, pois quem eu sou está por fazer.
Diariamente me escrevo e inscrevo na vida.
Algumas vezes ela me aceita como quero,
noutras, me sugere reparos.
Eu não paro,
pois só reparo quando ando.
E reparando bem, retorno,
ela sorri, talvez veja poesia em mim...
Me aceita lapidando, mas nunca me expulsa
e me puxa para a renovação,
vê que aqui dança um coração
que bombeia tinta de escrever amor.

O INUSITADO

Eu também gosto do inusitado,
apesar do sabor de não ter controle sobre nada que ele traz.
Ele também traz um sorriso impossível de conter,
um prazer sem a opção de disfarçar.
Mas pra quê disfarçar prazeres?
Pra não parecer o quê? Feliz?
Bobagens...
Deixa o inusitado te colorir,
ainda que existam julgamentos,
ainda que hajam impedimentos.
Não se deixe abater!
Suas células precisam de sorrisos plenos,
seu ser mais profundo agradece
e o inusitado também.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

INIBIDORES DE ASAS

"Amores" estranhos, anunciados,
ditos, mas não praticados.
Videntes de apenas uma lente limitadora
que torna ilimitada a dor.
Não!
Não ao corte do fluxo poético.
Não aos pesos desnecessários, 
salário bem pago aos que gostam de covas em vida...
Que venham os paradoxos e dúvidas
e a vida incompleta de tão boa,
mas não interrompa o fluxo poético.

Enquanto o medo dadivoso se espalha sem precisão,
pensa qual o mal maior: 
Morrer afogado em "segurança" ou nunca voar?
Morrer não mata ninguém, 
mas por aqui tem que ter respeito e afeto pra caminhar.
Se deixar, a poesia segue salvando dos extremos
e aniquilando tudo o que não é loucura.
O que é real?
Descubra nunca lá no sinal dos ventos.

domingo, 19 de julho de 2015

NÃO TEM HORA CERTA PRA O TEMPO

Saudade é tão clichê,
talvez por ser tão humano saudade ter.
Mas há dias em que não tenho saudade,
eu sou a saudade,
eu sou só esse aperto
que por mais que eu ignore,
bate na minha alma e grita o quanto eu quero te ver.
Mas ando impaciente com apertos,
ando impaciente com ausência de reciprocidade.

Fica aí,
eu cá.
Saudade sempre dá,
mas eu já aprendi a ressuscitar.