Amores múltiplos,
amores místicos,
multicoloridos amores.
Podem chegar,
podem partir,
podem dormir aqui
comigo, conosco.
Podem descolorir o estigma:
mono, ímpar, só.
Podem me amplificar:
poli, púrpura, nós.
Pode ser qualquer coisa calma.
Pode ser amor poema,
pode ser a invenção mais velha que há.
Pode ser vinho ou cor de flor,
desestabilizar e reestruturar.
Amores!
Podem chegar,
podem partir.
Eu gosto de observar.
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
A CHORAR
Estou chorando,
mas minhas lágrimas não podem conter o fogo na chapada.
Não podem saciar a sede no sertão
e nem adoçar o rio que está morrendo.
Estou chorando,
mas minhas lágrimas não podem sarar as feridas abertas pelos chicotes.
Não podem lavar as mãos de quem rouba por desespero
e nem fazer secar as lágrimas dos que amo.
Estou chorando
e me parece inútil chorar.
Mas minhas lágrimas podem, ao menos,
demonstrar que estou viva e que ainda existe amor em mim.
mas minhas lágrimas não podem conter o fogo na chapada.
Não podem saciar a sede no sertão
e nem adoçar o rio que está morrendo.
Estou chorando,
mas minhas lágrimas não podem sarar as feridas abertas pelos chicotes.
Não podem lavar as mãos de quem rouba por desespero
e nem fazer secar as lágrimas dos que amo.
Estou chorando
e me parece inútil chorar.
Mas minhas lágrimas podem, ao menos,
demonstrar que estou viva e que ainda existe amor em mim.
domingo, 8 de novembro de 2015
AMOR EM VIDA
O caos me incomoda, roda, descola, transborda...
"Ignora!", me digo, mas...
Em aquário blindado não nado.
Encharco o charco e o amor é
insuportavelmente recorrente.
Corrente, correnteza
devastando a mente que quer folhagens
para deitar e descansar.
A repetição é incômoda, paralisante.
Verdadeira vendedora do medo de ser você.
Expande, ande, ande, ande!
Deixa transcorrer pra ver correr o receio
de amar sem ter que morrer.
"Ignora!", me digo, mas...
Em aquário blindado não nado.
Encharco o charco e o amor é
insuportavelmente recorrente.
Corrente, correnteza
devastando a mente que quer folhagens
para deitar e descansar.
A repetição é incômoda, paralisante.
Verdadeira vendedora do medo de ser você.
Expande, ande, ande, ande!
Deixa transcorrer pra ver correr o receio
de amar sem ter que morrer.
sábado, 7 de novembro de 2015
ESCREVI PRA VOCÊ
A quem me toca suavemente
como se suas mãos ouvissem segredos ditos por meus poros...
A quem de mim cuida por querer,
sem precisar, sem merecer meus companheiros infortúnios...
A quem me lança olhares tão afetuosos
que são os meus olhos que perguntam um ao outro,
se são dignos de tal contemplação...
A quem tem cheiro de inspiração,
me fazendo transbordar em versos...
Eu tenho poemas,
e beijos, e carinhos, e mais...
Eu tenho o indescritível.
Tenho a mim e me empresto, com prazer,
pra você!
como se suas mãos ouvissem segredos ditos por meus poros...
A quem de mim cuida por querer,
sem precisar, sem merecer meus companheiros infortúnios...
A quem me lança olhares tão afetuosos
que são os meus olhos que perguntam um ao outro,
se são dignos de tal contemplação...
A quem tem cheiro de inspiração,
me fazendo transbordar em versos...
Eu tenho poemas,
e beijos, e carinhos, e mais...
Eu tenho o indescritível.
Tenho a mim e me empresto, com prazer,
pra você!
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
FURTIVO AMOR
Palavras são afago na minha alma chata,
farta de fúteis toques sem dedos.
Almejo seu beijo letrado,
seu cheiro acentuado de quem rima com o que ensina.
Não seja tão furtivo, amor!
Eu sei tocar com carinho uma flor,
banhar suas pétalas com o afeto que estoquei durante sua esquiva.
Isso é que nem esgrima, ninguém vai se ferir.
E quando precisar ir, saberei rir dessa nossa arte de gostar sem sub-trair.
farta de fúteis toques sem dedos.
Almejo seu beijo letrado,
seu cheiro acentuado de quem rima com o que ensina.
Não seja tão furtivo, amor!
Eu sei tocar com carinho uma flor,
banhar suas pétalas com o afeto que estoquei durante sua esquiva.
Isso é que nem esgrima, ninguém vai se ferir.
E quando precisar ir, saberei rir dessa nossa arte de gostar sem sub-trair.
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
TE LEIO, DELEITO-ME
Eu cato esses cacos no chão e me faço vitral poético.
Brilho e brilho multicolorida.
Deleito-me numa escolhida e prazerosa solitude,
deleito-me com uma escolhida e prazerosa visita.
E nesse deleite, deito-me e aproveito...
Os beijos do poeta me inquietam a mente,
produzem projeções de uma forma estridente.
E arde adocicada essa mente que não mente quando diz:
Nunca, nenhum rótulo irá comportar
esse ultrapassar de limites, esse marcar a vida.
É aproveitável e inexplicável,
é veloz e inerte,
é lindo e louco.
Uma junção absurda de notas,
partitura inebriada reluzente,
inspiração que faz o momento valer ser o último.
E é!
Pois com toda a sobriedade de um ébrio,
eu te leio e sinto o gosto dessas páginas, deliciosas páginas...
E gosto e gozo para além do óbvio.
Não me sinto mais sua, não te sinto menos meu
e ainda assim, quero mais!
Brilho e brilho multicolorida.
Deleito-me numa escolhida e prazerosa solitude,
deleito-me com uma escolhida e prazerosa visita.
E nesse deleite, deito-me e aproveito...
Os beijos do poeta me inquietam a mente,
produzem projeções de uma forma estridente.
E arde adocicada essa mente que não mente quando diz:
Nunca, nenhum rótulo irá comportar
esse ultrapassar de limites, esse marcar a vida.
É aproveitável e inexplicável,
é veloz e inerte,
é lindo e louco.
Uma junção absurda de notas,
partitura inebriada reluzente,
inspiração que faz o momento valer ser o último.
E é!
Pois com toda a sobriedade de um ébrio,
eu te leio e sinto o gosto dessas páginas, deliciosas páginas...
E gosto e gozo para além do óbvio.
Não me sinto mais sua, não te sinto menos meu
e ainda assim, quero mais!
ENIGMATICAMENTE
Nuvens se pondo sobre o sol,
mas ele estava lá, sabemos.
As mais lindas paisagens
vistas de um mesmo lugar, diferente.
Nenhuma tarde tem suficiente luz,
nenhuma noite nos comporta.
É que quase todos podem ver estrelas,
mas só as nossas balançam.
Agora tenho um medo brando, quase inexistente, pois:
a ágata do meu pulso brilha, o descontrole é em espiral,
e encontrará o caminho quem eu quero que chegue.
Sim, está escuro, mas certeiro será o trajeto,
o mapa quem deu foi eu...
Enquanto espero, me deleito com esses ruídos,
certos passos compõem música dentro de mim.
Chega a hora, eu vidrada na lua,
ela ocupada, nem me vê, tava posando pra você.
Você que acendeu o sol da meia noite,
eu, que cego perante tanta luminosidade,
deixo cair a pá, mas logo entendo:
o tesouro é o encontro.
Não será mais preciso cavar afeto!
mas ele estava lá, sabemos.
As mais lindas paisagens
vistas de um mesmo lugar, diferente.
Nenhuma tarde tem suficiente luz,
nenhuma noite nos comporta.
É que quase todos podem ver estrelas,
mas só as nossas balançam.
Agora tenho um medo brando, quase inexistente, pois:
a ágata do meu pulso brilha, o descontrole é em espiral,
e encontrará o caminho quem eu quero que chegue.
Sim, está escuro, mas certeiro será o trajeto,
o mapa quem deu foi eu...
Enquanto espero, me deleito com esses ruídos,
certos passos compõem música dentro de mim.
Chega a hora, eu vidrada na lua,
ela ocupada, nem me vê, tava posando pra você.
Você que acendeu o sol da meia noite,
eu, que cego perante tanta luminosidade,
deixo cair a pá, mas logo entendo:
o tesouro é o encontro.
Não será mais preciso cavar afeto!
sábado, 26 de setembro de 2015
CURANDO
Eu sinto dores inexplicáveis que parecem não saber dizer adeus.
Há deus?
Há dores, dissabores,
grotescas palavras que avassalam a estabilidade,
falsa estabilidade.
Eu não quero ter pressa,
nem quero ter inveja do vento que passa sem olhar pra trás.
Eu quero ter coragem pra continuar acreditando na inconstância das coisas...
A vida segue me garantindo que tudo passa.
Inclusive ela.
Inclusive eu.
Há deus?
Há dores, dissabores,
grotescas palavras que avassalam a estabilidade,
falsa estabilidade.
Eu não quero ter pressa,
nem quero ter inveja do vento que passa sem olhar pra trás.
Eu quero ter coragem pra continuar acreditando na inconstância das coisas...
A vida segue me garantindo que tudo passa.
Inclusive ela.
Inclusive eu.
sábado, 12 de setembro de 2015
NAMORADA DA VIDA
Três horas, três motivos pra escrever ou mais.
Eu existo?
Eu sinto a brisa como um vendaval e respiro,
chocolate meio amargo e respiro,
como uma onda na cama do suspiro.
Dou um giro inerte e sugiro:
aproveite os livros, as presenças, os presentes...
Quem te ajuda a descansar?
Enquanto encaro a morte e peço que ela seja gentil,
nunca volto pra casa,
moro na viagem
e brinco com o tempo, dizendo que ele é de vez em quando.
Gosto da pedra da lua, do Fernando Pessoa
e do "você" que o mundo me emprestou.
Eu existo?
Eu riu e insisto em resistir!
Eu sou a namorada da vida...
Eu existo?
Eu sinto a brisa como um vendaval e respiro,
chocolate meio amargo e respiro,
como uma onda na cama do suspiro.
Dou um giro inerte e sugiro:
aproveite os livros, as presenças, os presentes...
Quem te ajuda a descansar?
Enquanto encaro a morte e peço que ela seja gentil,
nunca volto pra casa,
moro na viagem
e brinco com o tempo, dizendo que ele é de vez em quando.
Gosto da pedra da lua, do Fernando Pessoa
e do "você" que o mundo me emprestou.
Eu existo?
Eu riu e insisto em resistir!
Eu sou a namorada da vida...
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
BALANÇO DA REDE, BALANÇO DO MAR
Tem uma coisa que eu não sei explicar, do balanço da rede, do balanço do mar.
Do balanço do ônibus que não navega, mas me faz zarpar
rumo a novas poesias, novos frios,
sabores, odores e olhares que não tinha cá.
Como cacto que brota das rochas,
como forasteira na estabilidade,
como arco-íris entre as folhagens
eu sinto a luminosidade de gostar do que se é.
Volto, sonolenta e sorridente,
com uma agradecida mente pelas lembranças das cores que trouxe de lá.
E a essa mente impaciente que em tudo uma lógica procura encontrar, digo:
Sossega, descansa, que em breve, sem querer ou sem notar
estaremos com os versos novamente a viajar.
No balanço da rede, no balanço do mar...
Do balanço do ônibus que não navega, mas me faz zarpar
rumo a novas poesias, novos frios,
sabores, odores e olhares que não tinha cá.
Como cacto que brota das rochas,
como forasteira na estabilidade,
como arco-íris entre as folhagens
eu sinto a luminosidade de gostar do que se é.
Volto, sonolenta e sorridente,
com uma agradecida mente pelas lembranças das cores que trouxe de lá.
E a essa mente impaciente que em tudo uma lógica procura encontrar, digo:
Sossega, descansa, que em breve, sem querer ou sem notar
estaremos com os versos novamente a viajar.
No balanço da rede, no balanço do mar...
domingo, 26 de julho de 2015
REPARANDO BEM
Sobre tatuagens e autorretratos, penso...
Não sei, pois quem eu sou está por fazer.
Diariamente me escrevo e inscrevo na vida.
Algumas vezes ela me aceita como quero,
noutras, me sugere reparos.
Eu não paro,
pois só reparo quando ando.
E reparando bem, retorno,
ela sorri, talvez veja poesia em mim...
Me aceita lapidando, mas nunca me expulsa
e me puxa para a renovação,
vê que aqui dança um coração
que bombeia tinta de escrever amor.
O INUSITADO
Eu também gosto do inusitado,
apesar do sabor de não ter controle sobre nada que ele traz.
Ele também traz um sorriso impossível de conter,
um prazer sem a opção de disfarçar.
Mas pra quê disfarçar prazeres?
Pra não parecer o quê? Feliz?
Bobagens...
Deixa o inusitado te colorir,
ainda que existam julgamentos,
ainda que hajam impedimentos.
Não se deixe abater!
Suas células precisam de sorrisos plenos,
seu ser mais profundo agradece
e o inusitado também.
apesar do sabor de não ter controle sobre nada que ele traz.
Ele também traz um sorriso impossível de conter,
um prazer sem a opção de disfarçar.
Mas pra quê disfarçar prazeres?
Pra não parecer o quê? Feliz?
Bobagens...
Deixa o inusitado te colorir,
ainda que existam julgamentos,
ainda que hajam impedimentos.
Não se deixe abater!
Suas células precisam de sorrisos plenos,
seu ser mais profundo agradece
e o inusitado também.
quarta-feira, 22 de julho de 2015
INIBIDORES DE ASAS
"Amores" estranhos, anunciados,
ditos, mas não praticados.
Videntes de apenas uma lente limitadora
que torna ilimitada a dor.
Não!
Não ao corte do fluxo poético.
Não aos pesos desnecessários,
salário bem pago aos que gostam de covas em vida...
Que venham os paradoxos e dúvidas
e a vida incompleta de tão boa,
mas não interrompa o fluxo poético.
Enquanto o medo dadivoso se espalha sem precisão,
pensa qual o mal maior:
Morrer afogado em "segurança" ou nunca voar?
Morrer não mata ninguém,
mas por aqui tem que ter respeito e afeto pra caminhar.
Se deixar, a poesia segue salvando dos extremos
e aniquilando tudo o que não é loucura.
O que é real?
Descubra nunca lá no sinal dos ventos.
ditos, mas não praticados.
Videntes de apenas uma lente limitadora
que torna ilimitada a dor.
Não!
Não ao corte do fluxo poético.
Não aos pesos desnecessários,
salário bem pago aos que gostam de covas em vida...
Que venham os paradoxos e dúvidas
e a vida incompleta de tão boa,
mas não interrompa o fluxo poético.
Enquanto o medo dadivoso se espalha sem precisão,
pensa qual o mal maior:
Morrer afogado em "segurança" ou nunca voar?
Morrer não mata ninguém,
mas por aqui tem que ter respeito e afeto pra caminhar.
Se deixar, a poesia segue salvando dos extremos
e aniquilando tudo o que não é loucura.
O que é real?
Descubra nunca lá no sinal dos ventos.
domingo, 19 de julho de 2015
NÃO TEM HORA CERTA PRA O TEMPO
Saudade é tão clichê,
talvez por ser tão humano saudade ter.
Mas há dias em que não tenho saudade,
eu sou a saudade,
eu sou só esse aperto
que por mais que eu ignore,
bate na minha alma e grita o quanto eu quero te ver.
Mas ando impaciente com apertos,
ando impaciente com ausência de reciprocidade.
Fica aí,
eu cá.
Saudade sempre dá,
mas eu já aprendi a ressuscitar.
talvez por ser tão humano saudade ter.
Mas há dias em que não tenho saudade,
eu sou a saudade,
eu sou só esse aperto
que por mais que eu ignore,
bate na minha alma e grita o quanto eu quero te ver.
Mas ando impaciente com apertos,
ando impaciente com ausência de reciprocidade.
Fica aí,
eu cá.
Saudade sempre dá,
mas eu já aprendi a ressuscitar.
sábado, 13 de junho de 2015
FOI A POESIA QUEM DISSE
A poesia não morre à toa,
cai no papel e germina.
Mina da língua de quem sentiu de uma forma peculiar,
ar de um lugar que só ela viu,
onde a palavra dita, escrita,
é uma forma de viver...
Mas só ela viu?
Com suas letras vermelhas, sim!
Faria uma descrição?
Vermelho faz parte do pacto de felicidade que fez com a vida.
E continua...
Atravessa o céu invertido só pra ser vista por olhos fechados,
gritar segredos "baixinho" e rir de tudo.
Depois, mas não muito no futuro,
querer tudo de novo, novo, sempre novo...
Foi a poesia quem disse que não deixará nada ficar clichê dentro delas.
cai no papel e germina.
Mina da língua de quem sentiu de uma forma peculiar,
ar de um lugar que só ela viu,
onde a palavra dita, escrita,
é uma forma de viver...
Mas só ela viu?
Com suas letras vermelhas, sim!
Faria uma descrição?
Vermelho faz parte do pacto de felicidade que fez com a vida.
E continua...
Atravessa o céu invertido só pra ser vista por olhos fechados,
gritar segredos "baixinho" e rir de tudo.
Depois, mas não muito no futuro,
querer tudo de novo, novo, sempre novo...
Foi a poesia quem disse que não deixará nada ficar clichê dentro delas.
terça-feira, 12 de maio de 2015
TU
Escrevo, só não melhor porque uso como base um livro que você indicou.
Vivo, só não melhor porque te fiz base em lugar de objeto de decoração.
Talvez eu não me desfaça de você, pela consciência do quanto me inspiro em sua imagem.
Narciso que me perdoe, mas eu me afogaria aí.
Porque depois que você surgiu, parece que desaprendi a viver sem ter um sinal de morte, de uma vida morna que foi abolida com um "Bom dia!" de verão.
Calma! Não precisa correr só por eu ter falado em afeto. Ele é meu, não precisa retribuir.
E nem falo em amor porque ele é verbo, implica numa ação e no fundo, eu não sei o que fazer.
Sigo com a música, a poesia, e você... Necessariamente sem ordem.
Saudade? Não!
É que o chocolate fica mais gostoso quando é você quem coloca em minha boca.
Claro que eu consigo sem você!
Abstinência eu tenho é de música.
Pensando bem, música me lembra...
Vivo, só não melhor porque te fiz base em lugar de objeto de decoração.
Talvez eu não me desfaça de você, pela consciência do quanto me inspiro em sua imagem.
Narciso que me perdoe, mas eu me afogaria aí.
Porque depois que você surgiu, parece que desaprendi a viver sem ter um sinal de morte, de uma vida morna que foi abolida com um "Bom dia!" de verão.
Calma! Não precisa correr só por eu ter falado em afeto. Ele é meu, não precisa retribuir.
E nem falo em amor porque ele é verbo, implica numa ação e no fundo, eu não sei o que fazer.
Sigo com a música, a poesia, e você... Necessariamente sem ordem.
Saudade? Não!
É que o chocolate fica mais gostoso quando é você quem coloca em minha boca.
Claro que eu consigo sem você!
Abstinência eu tenho é de música.
Pensando bem, música me lembra...
terça-feira, 5 de maio de 2015
DOS PRESENTES DE MAIO
Só sabe chegar aguado,
encharcando meu bronzeado.
Sabe que nadar não sei,
mas quando penso que me afoguei,
CRESCI.
Você me rega com carinho.
Maio!
segunda-feira, 20 de abril de 2015
ANTROPOFAGIA QUASE INDOLOR
Em todos que a mim chega encontro poesia.
Uns são como aperto de mente bom,
me põem a falar sob a tortura do afeto.
Outros, ambivalentes como o mar,
me puxam e empurram numa impermanente decisão de ficar, sem admitir.
Tem quem me banhe de letras, compondo comigo,
me vendo com lábios de admiração e virando uma inspiração que aspiro.
Os que me tocam os cílios com tanto desejo que reverbera no indizível da alma, talvez.
Alguns me nutrem com a transcendência de quem não se deixará tocar, mas se deleitam em contemplar minha espera.
Há os que denunciam minha transparência, de tão constrangidos
pelo olhar com que devoro, sem temperar mesmo.
Estou satisfeita, por hora, afinal poesias são,
porém das que não se pode conter num livro.
Mas também das que levo onde posso,
pois poesia quando é gostosa, mora na boca de quem a come.
Uns são como aperto de mente bom,
me põem a falar sob a tortura do afeto.
Outros, ambivalentes como o mar,
me puxam e empurram numa impermanente decisão de ficar, sem admitir.
Tem quem me banhe de letras, compondo comigo,
me vendo com lábios de admiração e virando uma inspiração que aspiro.
Os que me tocam os cílios com tanto desejo que reverbera no indizível da alma, talvez.
Alguns me nutrem com a transcendência de quem não se deixará tocar, mas se deleitam em contemplar minha espera.
Há os que denunciam minha transparência, de tão constrangidos
pelo olhar com que devoro, sem temperar mesmo.
Estou satisfeita, por hora, afinal poesias são,
porém das que não se pode conter num livro.
Mas também das que levo onde posso,
pois poesia quando é gostosa, mora na boca de quem a come.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
INJUSTIFICÁVEL
Eu também falo do que vejo.
Eu vejo abordagem da minha janela.
Várias!
Vejo gente apanhar sem razão.
O treinamento foi esse?
"Tira a roupa, deita no chão! Tá fazendo o que na rua essa hora?"
Não tinha arma,
mas é pobre.
Não tinha drogas,
mas é negro.
Não resistiu,
mas foi humilhado.
Não tinha motivos,
mas foi agredido.
Da janela, pensei ter sentido a dor,
mas não era eu quem sangrava.
Eu vejo abordagem da minha janela.
Várias!
Vejo gente apanhar sem razão.
O treinamento foi esse?
"Tira a roupa, deita no chão! Tá fazendo o que na rua essa hora?"
Não tinha arma,
mas é pobre.
Não tinha drogas,
mas é negro.
Não resistiu,
mas foi humilhado.
Não tinha motivos,
mas foi agredido.
Da janela, pensei ter sentido a dor,
mas não era eu quem sangrava.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
LINDO SOM DE FIM
Cantou pra ninar o amor,
madrugou pra aninhar a dor.
Foi tempo!
Somando o amor e a dor, deu beijo!
Na praça se ajeitou, eu vejo.
Em suspensão sinto:
era morte e nascimento,
num único momento.
Tudo o que precisava ver,
estava alí dentro!
Desprezou os óculos e voltou ao apartamento.
"Bis" ecoava em seu pensamento.
Era o início da viagem,
do ardor, do encantamento,
dedicação e emaranhamento.
Míope tolice, o fim é sempre óbvio,
pernas em cruzamento,
o ouro do cacau, livros, confusão...
Lindo som de um fim que,
não rimou.
madrugou pra aninhar a dor.
Foi tempo!
Somando o amor e a dor, deu beijo!
Na praça se ajeitou, eu vejo.
Em suspensão sinto:
era morte e nascimento,
num único momento.
Tudo o que precisava ver,
estava alí dentro!
Desprezou os óculos e voltou ao apartamento.
"Bis" ecoava em seu pensamento.
Era o início da viagem,
do ardor, do encantamento,
dedicação e emaranhamento.
Míope tolice, o fim é sempre óbvio,
pernas em cruzamento,
o ouro do cacau, livros, confusão...
Lindo som de um fim que,
não rimou.
sexta-feira, 10 de abril de 2015
FABRICAÇÃO: 2013
O cansaço é alimento pra tudo que é estático,
pra tudo que é baseado na ignorância.
É preciso desejo pra reagir, mover-se,
pra obter razões e motivações,
porém há quem tenha preguiça de ser.
É possível desejar não existir,
mas só deseja quem existe.
Só que há rigidez!
Há insegurança!
Uma máscara, talvez...
E pra completar... chove.
Pra quê poças de fantasias?
Inutilidade ou equilíbrio?
Deixa inundar, pois quem nunca morreu um dia,
nem sabe que viveu.
pra tudo que é baseado na ignorância.
É preciso desejo pra reagir, mover-se,
pra obter razões e motivações,
porém há quem tenha preguiça de ser.
É possível desejar não existir,
mas só deseja quem existe.
Só que há rigidez!
Há insegurança!
Uma máscara, talvez...
E pra completar... chove.
Pra quê poças de fantasias?
Inutilidade ou equilíbrio?
Deixa inundar, pois quem nunca morreu um dia,
nem sabe que viveu.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
TRÊS TEMPOS DO QUE FOR
Começou:
Dias em horas, meses em dias,
extremamente relativa temporalidade.
Encaixe perfeito da necessidade...
Caminhos, estradas e uma passagem.
Entre!
Seguiu:
Tentativas frenéticas de responder respostas,
sentidos aguçados e uma tempestade de miragens.
Cada demorado piscar de olhos é uma lembrança,
cada lembrança vem acompanhada de um sorriso que chora.
Acabou:
Estranha e inexplicavelmente é no vazio que me encontro.
A ausência que já incomodou, hoje traz respostas.
A vida seria insuportável se fosse total.
Gosto do nada!
Gosto de você, mas só até o ano passado.
Dias em horas, meses em dias,
extremamente relativa temporalidade.
Encaixe perfeito da necessidade...
Caminhos, estradas e uma passagem.
Entre!
Seguiu:
Tentativas frenéticas de responder respostas,
sentidos aguçados e uma tempestade de miragens.
Cada demorado piscar de olhos é uma lembrança,
cada lembrança vem acompanhada de um sorriso que chora.
Acabou:
Estranha e inexplicavelmente é no vazio que me encontro.
A ausência que já incomodou, hoje traz respostas.
A vida seria insuportável se fosse total.
Gosto do nada!
Gosto de você, mas só até o ano passado.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
UM ESCUDO FEITO DE DESEJO
Sorriso mascarado de desejo, esconderijo...
Fez!
Do outro verdadeiro anelante.
Insensatez!
Manteve por um instante,
da paixão a estupidez.
Incerteza constante...
Outra vez!
Fez!
Do outro verdadeiro anelante.
Insensatez!
Manteve por um instante,
da paixão a estupidez.
Incerteza constante...
Outra vez!
segunda-feira, 6 de abril de 2015
QUANDO O MEDO DORME
Novos caminhos me atraem:
diversa eu fico,
de verso eu vou.
Mas em trilha conhecida,
enxergo até de olhos vendados.
Sei quem me toca e sinto,
pois o infortúnio não é a treva.
Ausência de afeto sim!
Já amou no escuro?
domingo, 5 de abril de 2015
LABIRINTO DA MUDANÇA
Me vejo, revejo e almejo algo aqui,
pois o além só existe se eu viver.
Me inquieto, quase não me autorizo, ou não.
Saber decidir ir...
Desci de mim, subi no desconhecido,
o abriguei aqui e...
Incho de certezas duvidosas,
que me borboleteiam, provocam e coçam,
convocando meu mundo a se desapegar do eixo.
Me deixo!
pois o além só existe se eu viver.
Me inquieto, quase não me autorizo, ou não.
Saber decidir ir...
Desci de mim, subi no desconhecido,
o abriguei aqui e...
Incho de certezas duvidosas,
que me borboleteiam, provocam e coçam,
convocando meu mundo a se desapegar do eixo.
Me deixo!
sexta-feira, 3 de abril de 2015
AGORA
Carnaval em Salvador...
Pipoca só lá
Já o "pipoco" é cá
E é agora!
E quem vê artilheiro onde não há,
uma "bolada" na cara não se importaria em tomar?
Quem dorme?
Mas entre os tiros rolava uma música no bar.
Era essa:
Pipoca só lá
Já o "pipoco" é cá
E é agora!
E quem vê artilheiro onde não há,
uma "bolada" na cara não se importaria em tomar?
Quem dorme?
Mas entre os tiros rolava uma música no bar.
Era essa:
quinta-feira, 2 de abril de 2015
PRA ENTENDER
"Que cabelo de bombril é esse, menina?"
Respondo...
É o de quem quando pequena e manobrada, perguntou:
"Como eu faço pra o meu ficar igual ao dessa mulher na revista, mãe?"
Hoje, é a força de quem já sabe de onde veio
e entende que querer é poder ser.
Cabelo de quem quer te ajudar a transcender.
Esse é o cabelo de quem valoriza os que foram oprimidos para que hoje eu possa dizer:
É meu, é black e é poder!
Me trate com respeito, se souber,
mas se insistir em me descaracterizar, quem vai cair é você.
Cortar? Corte o seu!
Amansar? Amanse o seu!
E continue nessa cegueira existencial,
engolindo a história mastigada que te injetam garganta abaixo, se quiser.
Da sua insistência na ignorância eu levanto meu acampamento,
mas não abaixo meu volume nem por um momento.
E por falar nisso, cadê meu ouriçador?
Respondo...
É o de quem quando pequena e manobrada, perguntou:
"Como eu faço pra o meu ficar igual ao dessa mulher na revista, mãe?"
Hoje, é a força de quem já sabe de onde veio
e entende que querer é poder ser.
Cabelo de quem quer te ajudar a transcender.
Esse é o cabelo de quem valoriza os que foram oprimidos para que hoje eu possa dizer:
É meu, é black e é poder!
Me trate com respeito, se souber,
mas se insistir em me descaracterizar, quem vai cair é você.
Cortar? Corte o seu!
Amansar? Amanse o seu!
E continue nessa cegueira existencial,
engolindo a história mastigada que te injetam garganta abaixo, se quiser.
Da sua insistência na ignorância eu levanto meu acampamento,
mas não abaixo meu volume nem por um momento.
E por falar nisso, cadê meu ouriçador?
ANTES
Eu quero pintar uma árvore
e plantar um quadro na sua galeria.
Sem pregos, sem bater nem aprisionar.
Quero mesmo é voar no mar!
Ver nascer, crescer e amadurecer
um epitáfio.
E pensar não só arco-íris,
mas preto e branco também.
Cansar até amar,
e armar uma quadrilha pra te dançar
de um jeito ímpar.
Tudo, antes da balzaquiana chegar.
E depois Fumaça?
e plantar um quadro na sua galeria.
Sem pregos, sem bater nem aprisionar.
Quero mesmo é voar no mar!
Ver nascer, crescer e amadurecer
um epitáfio.
E pensar não só arco-íris,
mas preto e branco também.
Cansar até amar,
e armar uma quadrilha pra te dançar
de um jeito ímpar.
Tudo, antes da balzaquiana chegar.
E depois Fumaça?
quarta-feira, 1 de abril de 2015
REGÊNCIA DA IMPERMANÊNCIA
Adentrando a janela um presente alado,
atado por um laço todo feito de embaraço.
Vinha sob uma chuva brincalhona,
escorregadia e sorrateira.
Num raio de sol vermelho...
Vermelho!
Vermelho como um rio de cores.
Vermelho como cor e ação de amores.
Ele pousou e repousou em mim.
Ele, o voante inigualável.
Vai! Ficando!
Enquanto a impermanência deixar...
atado por um laço todo feito de embaraço.
Vinha sob uma chuva brincalhona,
escorregadia e sorrateira.
Num raio de sol vermelho...
Vermelho!
Vermelho como um rio de cores.
Vermelho como cor e ação de amores.
Ele pousou e repousou em mim.
Ele, o voante inigualável.
Vai! Ficando!
Enquanto a impermanência deixar...
DE SONHOS...
Meia dúzia pelo menos.
Realizar um e plantar mais trezentos:
Sobre o viver
Para sobreviver
O vazio é que move, morre e vira sonho
Virá o sonho?
Virar o sonho?
Sonhei, e virei sonho
Acordei, e me vi sendo
terça-feira, 31 de março de 2015
PASSOS LENTOS
Passos lentos não indicam desinteresse,
só um cansaço, leve.
Nada que impeça o ímpeto dos pensamentos.
A urgência é ser, te ver!
Mas passos lentos não entendem "S.O.S",
mas à distância não comporto carinho,
mas o adeus suspira gratidão.
Se inspira: vive, ama, vai...
E leva uma marmita com reserva de afeto, para as horas de desespero.
Mas o adeus suspira gratidão,
e ela tem o gosto do meu beijo.
só um cansaço, leve.
Nada que impeça o ímpeto dos pensamentos.
A urgência é ser, te ver!
Mas passos lentos não entendem "S.O.S",
mas à distância não comporto carinho,
mas o adeus suspira gratidão.
Se inspira: vive, ama, vai...
E leva uma marmita com reserva de afeto, para as horas de desespero.
Mas o adeus suspira gratidão,
e ela tem o gosto do meu beijo.
segunda-feira, 30 de março de 2015
FOGUEIRAS DE GELO
Encontrou algo melhor que o amor?
Mande pelo menos um pedaço.
Só que numa nuvem térmica,
pois não quero que derreta nessas fogueiras de gelo que vejo: por aí/alí/aqui.
É que sou de rasgar dinheiro
Enquanto...
Como chocolate,
mas não dou gosto ao desperdício de amor
nem mesmo quando lúcida.
E aos anêmicos de afetividade, aviso:
sou doadora!
Caso precise de uma transfusão, traga(o) o seu coração.
Na mentira, sinceramente, só não sou mais prosa do que cachos.
Se embarace
Vá!
Mande pelo menos um pedaço.
Só que numa nuvem térmica,
pois não quero que derreta nessas fogueiras de gelo que vejo: por aí/alí/aqui.
É que sou de rasgar dinheiro
Enquanto...
Como chocolate,
mas não dou gosto ao desperdício de amor
nem mesmo quando lúcida.
E aos anêmicos de afetividade, aviso:
sou doadora!
Caso precise de uma transfusão, traga(o) o seu coração.
Na mentira, sinceramente, só não sou mais prosa do que cachos.
Se embarace
Vá!
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