Eu, sumi!
Sumi pra não surtar,
sumi pra não voltar ao mesmo lugar, incômodo,
sumi pra ver o fogo ser espantalho da dor
e o ardor da pressão de existir desistir.
Que delícia sumir sem sair!
Perder-se em casa tateando a escuridão,
gatos pelo chão,
coração de não, feliz, sem autorização.
Feliz sem mentir pra ir,
feliz por ser o que pensa
e ouvir a voz intensa de quem some comigo.
De quem some.
De quem?
Só!
E nada sumirá,
pois o tudo é o nada,
o universo é você,
eu uno versos sem ver,
e volto de um lugar especial aonde nunca fui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário