Tem uma coisa que eu não sei explicar, do balanço da rede, do balanço do mar.
Do balanço do ônibus que não navega, mas me faz zarpar
rumo a novas poesias, novos frios,
sabores, odores e olhares que não tinha cá.
Como cacto que brota das rochas,
como forasteira na estabilidade,
como arco-íris entre as folhagens
eu sinto a luminosidade de gostar do que se é.
Volto, sonolenta e sorridente,
com uma agradecida mente pelas lembranças das cores que trouxe de lá.
E a essa mente impaciente que em tudo uma lógica procura encontrar, digo:
Sossega, descansa, que em breve, sem querer ou sem notar
estaremos com os versos novamente a viajar.
No balanço da rede, no balanço do mar...
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