sexta-feira, 9 de outubro de 2015

ENIGMATICAMENTE

Nuvens se pondo sobre o sol,
mas ele estava lá, sabemos.
As mais lindas paisagens
vistas de um mesmo lugar, diferente.
Nenhuma tarde tem suficiente luz, 
nenhuma noite nos comporta.
É que quase todos podem ver estrelas,
mas só as nossas balançam.

Agora tenho um medo brando, quase inexistente, pois:
a ágata do meu pulso brilha, o descontrole é em espiral,
e encontrará o caminho quem eu quero que chegue.
Sim, está escuro, mas certeiro será o trajeto,
o mapa quem deu foi eu...
Enquanto espero, me deleito com esses ruídos,
certos passos compõem música dentro de mim.

Chega a hora, eu vidrada na lua,
ela ocupada, nem me vê, tava posando pra você.
Você que acendeu o sol da meia noite,
eu, que cego perante tanta luminosidade,
deixo cair a pá, mas logo entendo:
o tesouro é o encontro.
Não será mais preciso cavar afeto!

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