sexta-feira, 9 de outubro de 2015

TE LEIO, DELEITO-ME

Eu cato esses cacos no chão e me faço vitral poético.
Brilho e brilho multicolorida.
Deleito-me numa escolhida e prazerosa solitude,
deleito-me com uma escolhida e prazerosa visita.
E nesse deleite, deito-me e aproveito...
Os beijos do poeta me inquietam a mente,
produzem projeções de uma forma estridente.
E arde adocicada essa mente que não mente quando diz:
Nunca, nenhum rótulo irá comportar
esse ultrapassar de limites, esse marcar a vida.
É aproveitável e inexplicável,
é veloz e inerte,
é lindo e louco.
Uma junção absurda de notas,
partitura inebriada reluzente,
inspiração que faz o momento valer ser o último.
E é!
Pois com toda a sobriedade de um ébrio,
eu te leio e sinto o gosto dessas páginas, deliciosas páginas...
E gosto e gozo para além do óbvio.
Não me sinto mais sua, não te sinto menos meu
e ainda assim, quero mais!

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